Lei que proíbe sacolas plásticas entrou em vigor no Rio.

0
728
Imagem: Divulgação

Em razão da exigência da substituição das sacolas plásticas, que passou a vigorar no Estado do Rio de Janeiro, a parti do dia 26 de Junho de 2019, foi realizada ontem, no AquaRio, uma coletiva de imprensa onde o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, acompanhando da Superintendente Jurídica da Associação e sócia do Escritório Rosa & Salomão Advogados, Dra. Ana Paula Rosa e do Presidente do Instituto, Marcelo Szpilman, deram o marco inicial de apoio às mudanças legislativas.

Imagem: Divulgação

O evento contou com a presença de jornalistas e profissionais de mídia, que assistiram o vídeo institucional lançado pela associação, da campanha DESPLASTIFIQUEJÁ. As dúvidas, em referência as alterações da nova lei, foram atendidas e orientações, sobre a nova sistemática devidamente repassadas. Inclusive, a possibilidade de dispor, já a partir do dia 26 de Junho, de até 02 duas das novas sacolas com 100% de desconto, muito embora ainda pendente a sanção do PL 69-A/2019, como forma de diminuir os transtornos com os consumidores, devendo as demais ser cobradas pelo preço de custo.

Imagem: Divulgação

A Lei 8006/2018 determina que os estabelecimentos supermercadistas de médio e grande porte deverão dispor das duas sacolas, verde (produtos renováveis) e cinza (demais resíduos), nos três modelos de peso: 4, 7 e 10kg. A Dra. Ana Paula esclareceu que as sacolas servirão para orientar o consumidor a praticar a coleta seletiva, com a possibilidade de entregar nas PEV’s, que serão dispostas nos pontos específicos, conforme a Lei da Logística Reversa Estadual nº 8151/2018. Ainda, informou que foram realizados treinamentos de aproximadamente 4 mil colaboradores de associadas.

Imagem: Divulgação

Fonte: Assessoria de Imprensa

Lei Completa:

SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 69/2019

EMENTA:ADEQUA A LEGISLAÇÃO QUE DISPÕE SOBRE A SUBSTITUIÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS NÃO RECICLÁVEIS E NÃO RETORNÁVEIS DISTRIBUÍDAS PELOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS LOCALIZADOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, CONSOLIDANDO A REDAÇÃO.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:

Art. 1°. Os Artigos 1°, 2°, 3°, 4°, 5°, 6°, 7° e 8°, da Lei nº 5.502, de 15 de julho de 2009, modificada pela Lei nº 8.006, de 25 de junho de 2018, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a substituição de sacolas plásticas não recicláveis ou não reutilizáveis, distribuídas pelos estabelecimentos comerciais localizados no Estado do Rio de Janeiro, como forma de colocá-Ias à disposição do ciclo de reciclagem e proteção do meio ambiente fluminense.

Art. 2° As sociedades comerciais e os empresários, de que trata o Art. 966 do Código Civil, titulares de estabelecimentos comerciais com mais de 10 (dez) funcionários, localizados no Estado do Rio de Janeiro, ficam proibidos de distribuir, gratuitamente ou não, sacos ou sacolas plásticas descartáveis, compostos por polietilenos, polipropilenos e/ou similares.

§ 1º As sacolas e/ou sacos plásticos reutilizáveis/recicláveis , de que fala o caput desse artigo, quando destinadas ao acondicionamento e transporte de produtos pelos consumidores, deverão ter resistência de no mínimo 4 (quatro), 7 (sete) ou 10 (dez) quilos e ser confeccionadas com mais de 51 % (cinquenta e um por cento) de material proveniente de fontes renováveis e o percentual restante preferencialmente proveniente de material reciclado nas cores verde, para resíduos recicláveis; e cinza, para outros rejeitos, de forma a auxiliar o consumidor na separação dos resíduos e facilitar a identificação para as respectivas coletas de lixo.

§2º As sacolas e/ou sacos plásticos reutilizáveis/recicláveis de que fala o caput desse artigo, poderão ser distribuídos mediante cobrança máxima de seu preço de custo, neste incluídos os impostos.

§3°. Nos primeiros 6 (seis) meses do cumprimento da lei, contados a partir de 26 (vinte e seis) de junho de 2019, os estabelecimentos sujeitos a ela, descritos no caput do Artigo 2°, disponibilizarão até 2 (duas) sacolas das mencionadas no Parágrafo 1º com 100% de desconto.

§4º Este artigo não se aplica às embalagens originais das mercadorias, às embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel, às embalagens de produtos alimentícios que vertam água, ou ao filme plástico utilizado para embalar alimentos vendidos a granel.

Art. 3º Art. 3º – A substituição prevista na presente Lei será efetuada nos seguintes prazos:I – 18 meses (um ano e meio), contados a partir de 26 de junho de 2018, para os estabelecimentos supermercadistas do Estado do Rio de Janeiro classificados como microempresas e/ou empresas de pequeno porte, nos termos do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte;

II – 12 meses (um ano), contados a partir de 26 de junho de 2018, para os outros estabelecimentos supermercadistas do Estado do Rio de Janeiro.

III – 24 meses (dois anos), contados a partir de 26 de junho de 2018, para os demais estabelecimentos comerciais e os empresários, de que trata o Art. 966 do Código Civil, localizados no Estado do Rio de Janeiro e sujeitos à presente Lei.”
Art. 4º A Política Estadual de Educação Ambiental, instituída pela Lei nº 3.325, de 17 de dezembro de 1999, passa a incluir o objetivo de conscientização da população acerca dos danos causados pelo material plástico não-biodegradável utilizado em larga escala quando não descartado adequadamente em condições de reciclagem e, também, acerca dos ganhos ambientais da utilização de material não- descartável e não-poluente.

Art. 5° Os estabelecimentos sujeitos à presente lei, descritos no caput do Artigo 2°, deverão reduzir progressivamente o número de sacolas disponibilizadas aos consumidores na proporção de 40% no primeiro ano de vigência da lei e 10% nos anos subseqüentes até o 4° ano.
Parágrafo 1°: Os estabelecimentos ficam obrigados a informar anualmente a quantidade de sacolas adquiridas e disponibilizadas aos consumidores através do preenchimento do Ato Declaratório de Embalagens – ADE- determinado pelo Artigo 8° da Lei Estadual 8151 de 01 de novembro de 2018.
Parágrafo 2°: Os órgãos de defesa do consumidor e do meio ambiente fiscalizarão o cumprimento das metas estabelecidas no caput.

Art. 6º Os estabelecimentos, de que trata o caput do Art. 2º da presente Lei, ficam obrigados a afixar placas ou cartazes informativos, nas dimensões mínimas de 40cm x 40cm (quarenta por quarenta centímetros), junto aos espaços de embalamento de produtos ou caixas registradoras, ou disponibilizar mensagem em display, nos termos da Lei Estadual nº 8.319/2019, no prazo de 1 (um) ano após a entrada em vigor da presente Lei, com os seguintes dizeres:

“SACOLAS PLÁSTICAS CONVENCIONAIS DISPOSTAS INADEQUADAMENTE NO MEIO AMBIENTE LEVAM MAIS DE 100 ANOS PARA SE DECOMPOREM. DEVEM SER DESCARTADAS EM LOCAIS APROPRIADOS PARA A COLETA SELETIVA E SUBSTITUÍDAS POR SACOLAS REUTILIZÁVEIS.”

Art. 7º O Poder Executivo incentivará a Petrobrás e outras indústrias instaladas, ou que vierem a se instalar no Estado do Rio de Janeiro, a buscarem novas resinas derivadas do petróleo ou de outras composições químicas que levem à produção de novas sacolas não-poluentes e biodegradáveis.

Art. 8º A Lei nº 3.467, de 14 de setembro de 2000, fica acrescida de um Artigo 98-A, com a seguinte redação:

“Art. 98-A Deixar de cumprir as obrigações previstas na lei de substituição e recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais:

Multa de 100 (cem) a 10.000 (dez mil) UFIRs-RJ (Unidades Fiscais de Referência) por obrigação descumprida.”

Art. 2º Suprima-se o Art. 2º-A da Lei nº 5.502, de 15 de julho de 2009, modificada pela Lei nº 8.006, de 25 de junho de 2018.

Art. 3º Suprima-se o Art. 6º-A da Lei nº 5.502, de 15 de julho de 2009, modificada pela Lei nº 8.006, de 25 de junho de 2018.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a Lei nº 1299 de 28 de abril de 1988.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 19 de junho de 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por Favor Digite Seu Comentário!
Por Favor, Digite Seu Nome Aqui